quarta-feira, 15 de setembro de 2010

mundo louco



Já sabemos que diante do advento da virtualidade e/ou virtuosidade estamos cada vez mais loucos; loucos no mau sentido, não no sentido poético e anos 80 de ser! não aloprados por um mundo melhor ou sonhando com eras de aquarius!
Loucos de ostracismo e facilidades.
loucos por não ter que carregar o peso de nossos antigos Lp's.
tá tudo muito leve.Os Iphones, os Ipads, os Mp3, os chips cerebrais.
As caras estão iguais, os cabelos estão iguais, os botox estão nas caras de uma forma geral.
Desde quando os pobres deixaram de ir ao Zoológico para juntar dinheiro para fazer plástica? desde que as mulheres desaprenderam de fazer a farofinha, desde que os homens deixaram de rachar a conta, desde que o espelho de casa ficou pequeno para nós dois, desde que as faculdades ficaram à distãncia, desde que não podemos mais nos apaixonar pelo nossos professores, desde que todos ao nosso redor viraram possíveis pedófilos, voyeurs, etc...
Então começou a época do medo. Então a saída e enlouquecer,
mas aí então nós, que já éramos loucos somos a salvação do mundo! Agora tô na última moda. agora que descobriram que fazer coisas etéreas tá na moda.
Queria ver fazer essas coisas só pelo telefonão. quero ver começar a beber só depois dos 18. quero ver se tornar adulto sem precisar fumar crack para suportar a barra....
Algumas coisas continuaram cafonas. Mas agoras existem os vibes.
Começaram a lançar Lp's de novo.
Bicho quem é doido agora?! Sabe-se lá.
Só sei que não consegui estudar Jornalismo aos 18. Vou cursar aos 50! Tô nem aí! Estamos livres! Nada é feio para nós que viramos o cabo da Boa esperança. Estamos absolvidos de sermos "coroas" Usamos a roupa que queremos e vamos p/ Night! Tô nem aí, carioca! Sou marginal, e agora é legal ser isso aí! Nós que trabalhamos que nem cavalos! Sou carioca, e vou para a praia assim que puder. E vou deprimir a hora que quiser, sem te dar satisfação. Vou postar no twitter e sou redimida ao confessar minha piores fraquezas. Beleza, e falo "joia!" Azar de quem me achar cafona! O legal agora é ser doido e cafona. Vamos voltar a ser deprês, poetas e "cazuzas"! Pois só desse jeito visualizaremos a vida sem muito photoshop, e só assim teremos direito ao sorriso sem fluoxetinas, pois nem desse jeito conseguiremos fazer que quem nos odeia descubra nosso jeito de ser. Insistamos, portanto!

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

ÓDIO!!!!!!!!!!!



O que mantém viva hoje é o ódio!!!!!!!!!!
É minha muleta e meu copo!
anda agarrado comigo, mesmo nos momentos em que sorrio.
Quando era boazinha e surtia efeito para os outros,
Quando era desprezada pelos meus atos infantis,
Quando fui criticada por quem dormia em minha cama,
Quando amarraram meu cachorro no caminhão de lixo,
Quando era a mais nova das irmãs,
Quando por ser tola aceitava até as maiores esculhambações,
Aí companheiros fui desprezada,



Nas horas em que fui solidária,
Nos dias em que dei esmolas,
Nesses dias, me desprezaram.
Quando cismei em tratar todos como iguais,
E teimava em ser porta-voz dos desabrigados,
Nos dias que cismava em tratar diferente os diferentes,
No tempo em que queria fazer a diferença.
Naqueles tempos em que andava sola a sola com os pés descalços;
Nesse tempo fui discriminada.



Naquela casa que morei,
Naquele rosto que beijei,
Aquelas mãos que conjurei,
Aquela boca que pintei.
Aquele palhaço foi despedido.
Aquela lona rasgada,
Aquela casa invadida,
Aquela face aviltada,
Todas aquelas pessoas são autoras desse quadro patético.
Todas aquelas frases desfeitas pelos difamadores,
Todas as roupas manchadas pelo vinho barato,
No banheiro sobrou o vômito.



As rosas estão pretas,
O canário foi estuprado pelos corvos.
Viva a peste e o vírus.
Hoje o que me mantém viva é o ódio!
Quero que os bonzinhos se explodam!



Versos Íntimos

Augusto dos Anjos

Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!

domingo, 16 de agosto de 2009

NENEM, vem me ver!



Hoje é dia 16 de agosto de 2009

Quero e vou falar de você!
NENEM!
Estou com muita saudades!
Não é uma saudade à toa.
É uma saudade de quem perdeu QUASE TUDO!
Tenho boas heranças!
JUNINHO E ANINHA!
Tenho sim!
São MEUS!
Mas hoje quero VOCÊ!Só voce me amava incondicionalmente!
E agora?
"Onde está voce agora alem de aqui dentro de mim??????????"
Voce era simplesmente tudo de bom!
Para todo mundo, mas para mim voce era tudo.
Mas hoje quero VOCÊ!
Comecei a te perder ao vir aqui para essa cidade tão tão tão distante!
Agora como vou fazer para te resgatar!?
Quero que voce apareça para mim!
Não tenho medo, estou lendo um monte de livros espíritas!
Preciso acreditar que voce está viva e me vendo!

Estou perdida!
Agora mesmo é que não sei de nada!
Sou criança, preciso de você!
Não sei viver sem você!
Te amo nenem!
Quero e preciso te ver!
Não posso acreditar simplesmente que não vou te ver mais...


Teatro Dos Vampiros
Legião Urbana
Composição: Renato Russo

Sempre precisei
De um pouco de atenção
Acho que não sei quem sou
Só sei do que não gosto...

E nesses dias tão estranhos
Fica a poeira
Se escondendo pelos cantos
Esse é o nosso mundo
O que é demais
Nunca é o bastante
E a primeira vez
É sempre a última chance
Ninguém vê onde chegamos
Os assassinos estão livres
Nós não estamos...

Vamos sair!
Mas não temos mais dinheiro
Os meus amigos todos
Estão procurando emprego...

Voltamos a viver
Como há dez anos atrás
E a cada hora que passa
Envelhecemos dez semanas...

Vamos lá, tudo bem!
Eu só quero me divertir
Esquecer dessa noite
Ter um lugar legal prá ir...

Já entregamos o alvo
E a artilharia
Comparamos nossas vidas
E esperamos que um dia
Nossas vidas
Possam se encontrar...

Quando me vi
Tendo de viver
Comigo apenas
E com o mundo
Você me veio
Como um sonho bom
E me assustei
Não sou perfeito...

Eu não esqueço
A riqueza que nós temos
Ninguém consegue perceber
E de pensar nisso tudo
Eu, homem feito
Tive medo
E não consegui dormir...

Vamos sair!
Mas estamos sem dinheiro
Os meus amigos todos
Estão, procurando emprego...

Voltamos a viver
Como a dez anos atrás
E a cada hora que passa
Envelhecemos dez semanas...

Vamos lá, tudo bem
Eu só quero me divertir
Esquecer dessa noite
Ter um lugar legal prá ir...

Já entregamos o alvo
E a artilharia
Comparamos nossas vidas
E mesmo assim
Não tenho pena de ninguém...

domingo, 26 de julho de 2009

É me disseram...

Me disseram para comprar uma muda de pimenta.
Regar e acompanhar sua evolução.
Se ela começar a despencae e suas folhas começarem a secar,
Estou sendo espraguejada, invejada ou coisa assim.
Bem a pimenta já morreu, mas ainda continuo por aqui.





Sonho.

Eu sempre fui esquisita
Acho que nasci esquisita
Penso que minha mãe não se lembre,
pois antes já tivera 10.
E depois mais 1, o último.

Gostava de inventar
Gostava de representar

Lia todas as historietas orientais, de lugares longínquos,
pessoas e reinados inexistentes.
Lia 20 vezes cada história.
E depois passei a escrever, não inspirada porém naquelas histórias.
Fatos cotidianos, bem comuns, bem suburbanos, sem reinados nem escravos.
E então fui ficando cada vez mais inusutada.
Era feia, acho.
Porque os meninos não gostavam de mim.

As meninas sim, pois a elas servia escrevendo versos,
inventando situações, simulando episódios.
Inventiva e palhaça na adolescência, todos diziam que eu iria longe.
Correria o mundo inteiro.
Como atriz ou talvez escritora, ou mesmo inventora,
nunca burocrata, advogada ou fiscal da fazenda,
bancária, isso nunca nem pensar.
Ao optar por Comunicação visual no vestibular,
Levei um enorme "PAU"!
A Matemática se tornaria minha inimiga covarde,
pois sempre me vencia e me abatia fácilmente,
ajudada que era por seus guerreiros, o Logarítimo,
a Equação e a Espacial Geometria.
Continuei tentando e permaneci apanhando.
Então desisti, e me curvando à paixão, fui vencida pelo casamento.
E de vez aniquilada pelo dom da maternidade.
No entanto fui feliz por um tempo, sem me desgostar de ambos.
Porém concluo que eles sorveram a juventude e a fortaleza dos 20 anos.
Segui escrevendo muito, por todo e qualquer motivo,
sobre toda e qualquer situação.
Às vezes irônica, outras sábia, muitas vezes melancólica,
e outras tantas sofrendo dores osmóticas.
Consciente de que o meu maior defeito talvez me destrua.
Acomodação e medo de lutar, principalmente a conformação.
Conheci pessoas maravilhosas, escritores e poetas.
Artistas batalhadores e destemidos.
Que dormem no relento da esperança.
E me vejo protegida pela minha família e pelo emprego medíocre.
Sei que as pessoas da minha adolescência e juventude não acreditariam
Talvez até chorassem ao me ver tão apagada.
Essas dores são minhas únicas companheiras,
Como um aborto invertido do filho que não pude ter.
E me põe as vezes a escrever, procurar pessoas e ocasiões.
Espaço para essa alma criativa.
Ferreira Gullar uma vez me enganou em seu maravilhoso poema.
"Não há vagas"
Ele dizia que no poema não há vagas para o "operário que esmerila seu dia de aço, sim
para a mulher de núvens e o homem sem estômago..."
Mas nessas pessoas não existe vagas para o poema,
Me disfarcei a procurar as vagas, e não a acho, não a acho, não a acho.

Talvez consiga ser mais feliz,
juntando menos trastes e mais conquistas,


sem jamais pensar em riquezas,
Talvez em mais tranquilidade, mais chances, um quadrado
maior do que o atual, pessoas mais lúcidas para lidar,
mais sonhadoras para compartilhar,
lugar mais humano para trabalhar.







Não há vagas

O preço do feijão

não cabe no poema. O preço

do arroz

não cabe no poema.

Não cabem no poema o gás

a luz o telefone

a sonegação

do leite

da carne

do açúcar

do pão.

O funcionário público

não cabe no poema

com seu salário de fome

sua vida fechada

em arquivos.

Como não cabe no poema

o operário

que esmerila seu dia de aço

e carvão

nas oficinas escuras

– porque o poema, senhores,

está fechado: “não há vagas”

Só cabe no poema

o homem sem estômago

a mulher de nuvens

a fruta sem preço

O poema, senhores,

não fede

nem cheira.






quarta-feira, 6 de maio de 2009

Você é uma GRACE!!!!


" A cruz sagrada seja minha Luz!
Não seja o dragão o meu guia,
Retira-te satanás!
Nunca me aconselhe coisas vãs.
É mal que tu me ofereces, beba tu mesmo o teu veneno!"

TUDO O QUE HOJE PRECISO REALMENTE SABER, APRENDI NO JARDIM DE INFÂNCIA


...Tudo o que hoje preciso realmente saber, sobre como viver, o que fazer e como ser, eu aprendi no jardim de infância.

A sabedoria não se encontrava no topo de um curso de pós-graduação, mas no montinho de areia da escola de todo dia.

Estas são as coisas que aprendi lá:

1. Compartilhe tudo.

2. Jogue dentro das regras.

3. Não bata nos outros.

4. Coloque as coisas de volta onde pegou.

5. Arrume sua bagunça.

6. Não pegue as coisas dos outros.

7. Peça desculpas quando machucar alguém.

8. Lave as mãos antes de comer e agradeça a Deus antes de deitar.

9. Dê descarga. (esse é importante)

10. Biscoitos quentinhos e leite fazem bem para você.

11. Respeite o outro.

12. Leve uma vida equilibrada: aprenda um pouco, pense um pouco...desenhe...

pinte... cante... dance... brinque... trabalhe um pouco todos os dias.

13. Tire uma soneca a tarde; (isso é muito bom) 14. Quando sair, cuidado com os carros.

15. Dê a mão e fique junto.

16. Repare nas maravilhas da vida.

17. O peixinho dourado, o hamster, o camundongo branco e até mesmo a sementinha no copinho plástico, todos morrem... nós também .

Pegue qualquer um desses itens, coloque-os em termos mais adultos e sofisticados e aplique-os à sua vida familiar, ao seu trabalho, ao seu governo, ao seu mundo e ai verá como ele é verdadeiro claro e firme.

Pense como o mundo seria melhor se todos nós, no mundo todo, tivéssemos biscoitos e leite todos os dias por volta das três da tarde e pudéssemos nos deitar com um cobertorzinho para uma soneca. ...

Ou se todos os governos tivessem como regra básica devolver as coisas ao lugar em que elas se encontravam e arrumassem a bagunça ao sair.

Ao sair para o mundo é sempre melhor darmos as mãos e ficarmos juntos .

"É necessário abrir os olhos e perceber que as coisas boas estão dentro de nós, onde os sentimentos não precisam de motivos nem os desejos de razão.

O importante é aproveitar o momento e aprender sua duração, pois a vida está nos olhos de quem souber ver"




Andei sumida...


Andei sumindo...
Sumiram todos!Ela sumiu.


Havia uma irmã querida
Havia uma amiga querida

Havia uma mãezinha querida

Todos pensam que simplesmente desaparecerá.

Mas, aha!!!






Quem já não viu ontem no céu uma estrela diferente?


Quem não se deparou com a Lua prateaaaada!!!!!

E quem já não andou dançando, meio e lado, caindo para lá e para cá...


Quem verdadeiramente amante dessa menina, não sente um frescor de hortelã dentro o peito quase sufocando de tão geladinho?

Pois é ela essa menina que veio e deixou um monte de gente diferente.

Que faz agente sorrir ao invés de chorar de saudades.









Ela que não é garota de Ipanema, mas deu de 10 a 0, em termpos de fãs e popularidade.

Ela que e tão docinha nunca deixou de ser nenem...
Inspiradora!!

Adorável criatura.


Drummond, Vinícius, Bandeira, Dona Adélia, Sr Manuel de Barros, Augusto dos Anjos, e mais outros montes de poetas te mandam beijos.




Os teus beijos já estão chegando...


Gilcéa Trindade






sexta-feira, 10 de abril de 2009

Guardanapos de Papel





Na minha cidade tem poetas, poetas,
Que chegam sem tambores nem trombetas, trombetas,
E sempre aparecem quando menos aguardados,
guardados, guardados,
Entre livros e sapatos, em baús empoeirados.
Saem de recônditos lugares no ares, nos ares,

Onde vivem com seus pares seus pares, seus pares,
Seus pares e convivem com fantasmas multicores,
de cores, de cores,
Que te pintam as olheiras e te pedem que não chores
Suas ilusões são repartidas partidas, partidas,
Entre mortos e feridas, feridas, feridas,
Mas rexistem com palavras, confundidas,
fundidas, fundidas,
Ao seu triste passo lento pelas ruas
e avenidas.
Não desejam glorias nem medalhas, medalhas,
medalhas,
Se contentam com migalhas, migalhas
Migalhas de canções e brincadeiras
com seus versos dispersos, dispersos,
Obcecados pela busca de tesouros submersos.
Fazem quatrocentos mil projetos, projetos,
projetos,
Que jamais são alcançados cansados, cansados,
Nada disso importa enquanto eles escrevem,
escrevem,
escrevem,
O que sabem que não sabem e o que dizem
que não devem.
Andam pelas ruas os poetas, poetas, poetas,
Como se fossem cometas, cometas, cometas,
Num estranho céu de estrelas idiotas
e outras, e outras,
Cujo brilho sem barulho veste suas caldas tortas.
Na minha cidade tem canetas,
canetas, canetas,
Esvaindo-se em milhares, milhares,
Milhares de palavras retorcidas e confusas,
confusas, confusas,
Em delgados guardanapos, feito moscas
inconclusas.
Andam pelas ruas escrevendo e vendo,
e vendo,
Que eles vêm nos vão dizendo, dizendo,
E sendo eles poetas de verdade enquanto
espiam e piram, e piram,
Não se cansam de falar do que eles juram
que não viram.
Olham para o céu esses poetas, poetas,
poetas,
Como se fossem lunetas, lunetas, lunáticas,
Lançadas ao espaço e o mundo inteiro,
inteiro, inteiro,
Fossem vendo pra depois
voltar pro Rio de Janeiro.
( Milton Nascimento )


Por que ouso me chamar de POETA?!



Olho agora teu corpo, tão esguio e altivo,
jovem e seguro. Lembro-me daquele lânguido, viril e
forte, que por tantas vezes conduziu-me aos ventos
distantes, mas me trazem hoje a esse cotidiano
sem cor.


Lembro das tardes, das praias e do sol. E me trouxeram
direto para essas mesas burocráticas, paea esses papeis
obsoletos, e me faz tanta falta esse azul daí de você.
Esse sol que te anda acompanhando e não te solta.


Por aqui chove, neva feito Londres.
E não há tempo para patinar.

Aqui as canetas existem para o incerto,
que é escrever livros Fiscais.

As poesias sofrem também com saudades de você,
você e a poesia são irmãos, são jovens e
não tem horário, não têm cartões de ponto
a lhes aprisionarem.

Queria que tu me
levasses contigo e que com tua alegria me contagiasse.
Mas só me enganou naqueles dias já tão longe.

Será que foi bom vivê-los?

O que não se conhece não se tem saudades
Mas será que merecia viver sem conhecer-te?
A tua ausência enche-me contudo daqueles dias nossos
de 24 horas de risos e beijocas...

PS:Depois de 4 dias de folia, sempre existirá
a cinzenta quarta-feira!!
Gilcéa Trindade

terça-feira, 24 de março de 2009

48 horas de poesia

Ininterruptas.



Ficaram assim borbulhando e explodindo, gorfando.
Como o " alien" fazendo doer no estômago.
Gritavam mandando recados confusos.
Onde estão os seres humanos?
Fechados fazendo graça em uma vida sem graça, fechados em arquivos,
como já dissera Gullar ( não há vagas...)
Especializando-se.
São pós graduados, com 2 mestrados, especializados.
                                
Onde estã os estudantes e seus sonhos?
Não querem ser acadêmicos literários, nem profetas, filósofos, ambietalistas, cronistas.

Onde se econderam os amigos?

Todos camuflados em ternos, e s p e c i a l i z a n d o - s e.
Por que a palavra especial mudou de lugar no dicionário?
Por que será, quem chora é fraco?


Por que será que é louco o filósofo gentil, o ecológico que ainda quer salvar o mundo da destruição natural?
Por que verdes loucos teimam em se jogar na frente de navios pretos.
Por que a conta corrente está virada,
A Instituição Financeira não pagou o cheque, mas cobrou tarifas devidas?

Por que o ser humano não fez provisão? E se não sobrou, por que lhe cobrou?



Por que fui expulsa desse ambiente? Devo me regozijar, ou lamentar por não poder mais bancar a heroína? Por que minha retórica fajuta?
E os outros, por que será que pensam que o país está crescendo e está rico, e o nível da pobreza baixou, e o desemprego caiu?
Por que será continuam vendendo nossas riquezas e purezas do nosso povo?
Pra que tantas instituições e intenções falsas?
...............................................................
E lhe cobrarão diariamente, suavemente.
E mentem suavemente.


gilcéa

Bêbada

Amo ficar bêbada, de leve... Desentendida desse mundo, ficar aérea e descompreendida Até amo ser feita de descontinuidade e Desconfiança,...