quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

A maneira de Luiza agradecer



Luiza levanta os olhos e de seus lábios resplandecem um sorriso pra quem a faz bem...
Luiza sorri calmamente, abaixa os olhos e nem ao menos consegue falar.

Luiza sacode a cabeça dá um pulinho e abraça.
Luiza corre ao encontro e sorri sem parar.

Luiza canaliza seus sonhos, suas palavras todas.
Seus olhos, seus gestos, seu sorriso, tudo vai.

Luiza senta-se pondo as mãos nos joelhos e dá um gritinho gostoso.
Luiza encosta-se na parede e faz que cai de gozo.

Luiza encosta a mão na boca e fala com lágrimas nos olhos.
Luiza abre um sorriso iluminado, arrumando os cabelos sempre desarrumados.

Luiza morde a língua de alegria.
Luiza apavora-se, pára, chora, corre de contentamento.

Luiza canta qualquer coisa.
Luiza abraça, aperta o braço, dá um beijo na testa.

Luiza fica nervosa e fala pra si mesma acalmar-se .
Luiza é como todo ser humano que tem seus momentos de agradecimento.

Luiza principalmente agradece com o dom de quem nasceu para agradecer.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

OCO


Meu espírito perambula.
Teu colo está tão vazio...
E meus olhos velados se perdem.
Nossas vidas áridas e opostas,
Nossos pensamentos escurecem...

Você não é meu.
Tua proximidade me assusta,
Tua distância me apavora...
Mente meu coração, me entristeco.

Meu coração não é maduro,
é tão verde e assim mesmo cai da árvore.

Meu espírito está tão vazio.
Teu colo é tão verde...
E meus olhos estão velados e escuros,
Nossas vidas se perdem.
Nossos pensamentos me apavoram,
Você me assusta.
Tua proximidade mente...
Tua distância cai da árvore.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Afundo e esqueço o dia



Canção 

Tiro das mangas da blusa 
Um trunfo, um coringa
E do passado ainda pinga
Os tempos em que haviam musas
(enquanto meu coração ainda pulsa)

O jogo é feito chamas 
Que cresce e afoga
Que torna a vida no drama
Que torce a vida de quem joga 

E eu me afundo na bohemia 
Tentando esquecer o dia 
Tentando esquecer a noite 
Em que o amor ainda era açoite



Na passagem deste século
Não me acostumei 
Não vi ( não vivi )
Nem chorei ( nem pensei )
Só sei agora que pra quem passa é passado
E a quem morre é talhado ( e não culpado )
A escultura da maldição
De ter que carregar o fardo (de ter que implorar um perdão)
De ver seu passado
Acabar como a canção



" Pense positivamente, antes de perder o amor, porque você sempre lutou e conquistou "

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

"I Will Survive!"

Ah se vou! Vou sobreviver ao teu desacato e tua negação!
Sobreviver a esse verão todo sem refresco sem emoçao!
Não colocarei meus braços no ar só pra te agradar!
Nem prosear sobre tua sorte, pra corroborar tua ingratidão.
Vou sair por aí com o que sobrou, e não é pouco não!
Vou encher meu peito de algodão e minha boca de baton!
Vou tentar aprender um pouco de espanhol, que nunca quis!
Vou sobreviver à tua arrogância pra ser feliz!
Se cisma em ser ridículo, sei que terá companhia.
Por aí está apinhado de gente sem educação!
Vai andar de novo 1000 kilômetros e parar aqui bem perto!
Porque não alavanca quem embolora o ar dos que ficam.
Eu vou sobreviver a mais um dia sem chuva!
Se a rosa é muito mais bonita e morre cedo, porque será que devo lutar pra enraizar.
Vou sobreviver a essa emoção e o que vai restar é uma tremenda ressaca.
Vou pegar meu diploma de coragem e vou subir a escada de quatro em quatro!
Porque não há distância entre a tristeza e alegria, apenas um muro. (Khalil Gibran)
Se a Sofia teve que escolher, porque reclamo em ficar com o melhor!
Vou sobreviver a você e aos que representa!
Ao desamor ao dinheiro e à falta de amizade!
I Will survive!

domingo, 29 de janeiro de 2012

Romance Rural

João braço forte, campo seu lar. Sorriso franco, peito aberto, sem rancores. João homem de luta, é mais um brasileiro. Sofre e cai de cara, levanta e mostra os dentes, os calos, sem mágoas, sem dores. João homem rural. Sei ideal um barco... Seu desejo o mar. Um dia sair a navegar por entre esse mundaréu de águas. Ao seu lado a garrafa de pinga, que ninguém é de ferro. A companheira Cema, a que luta e mexe os cabelos, um anelzinho de ouro no dedo, presente de João. Cema, mulher cheirosa, cuidosa. Perfume faz em casa. Tudo pra agradar seu amor. Roupas ganha da patroa, e ele nem mesmo percebe ou finge, pra lhe agradar. João homem bom, Cema mulher feliz!
Um dia conhecem José! Iate dourado aporta na orla. Seus dentes encapados, dedos longos de unhas bem feitas. Trabalho duro não viu nunca. Sacrifício desconhecido. José homem moderno da cidade. Seu sonho traçar mulher simplória pra completar coleção. Ao ver João simpatia, homem forte pra lhe ajudar em sua conquista, nasceu na colônia. Lhe inspirava inveja, era tão bronzeado e forte, não tinha seu próprio ar de enfado, na verdade João possuía nos olhos um brilho, como se pudesse vislumbrar todo um horizonte de possibilidades e de conquistas, José não entendia... Seria mais velho do que ele próprio? Talvez não, seus traços e rugas nos olhos eram resultados de uma vida de sacrifícios e batalha, ao contrário de suas próprias marcas, acentuada pos seus vícios e vida desregrada. Tinha era um trejeito jovial, e um afago para com todos que lhe cruzassem o caminho. Esse era João. Aquele era José! João era confiante de que ninguém era mal, aceitara a amizade de José. Não consegue visualizar alguém que possa empanar sua chance de alcançar seu sonho, de ser feliz com a vida simples que escolhera. João e José frutos de um contexto maior, Brasil. Inseridos em um mesmo contexto menor local. Ao conhecer Cema, Surge em José o desejo de obtê-la,a qualquer preço, de qualquer modo, acima de qualquer circustância, passando por cima de vidas para obter vidas. Cema criança risonha, sem maldades, quer conhecer barco dourado que só conhecera em sonhos e fotos. Que mal haveria? Não era a vida que sonhava junto com seu homem? Cema por que sorria tanto? Por que o mundo ainda não lhe mostrara sua outra face, seu outro lado. Por que afinal só aprendera sorrisos e labor, sobre João, nunca maldade, luxo e luxúria, sobre José? José era só um rapaz! Mas são cruéis os rapazes? João por que nunca lhe parecera cruel então? Por que não aprendera a ser precavida? O barco novamente aporta, não traz mais uma mulher feliz, nem traz um homem mais feliz! João sempre fora o braço forte, acolhe Cema. Cema traumatizada, vai melhorar com o tempo. José leva um gosto estranho em sua boca. E esse romance termina assim, assim como os romances terminam de um jeito ou de outro. Sem guerras nem disputas, onde ganham os vencedores e se perdem os perdedores, assim como se deve ser. Apesar de tudo instala-se no coração de alguns a esperança de que tudo melhore. Passam-se alguns anos e João ainda sonha com seu barco. E Cema ainda faz sua água de cheiro. E sonham em saírem juntos pelo mundo. Em um barco, não o de José, o qual souberam há tempos havia afundado como sua própria alma há muito tempo já havia afundado.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Chora Poesia!

Chora poesia! São tão poucos os que te propalam. São finitos os que te amam, e que de ti falam. A maresia faz de ti só. Oh, doce compnheira do dia! Não vás virar pó nem poeira... Que eu não deixo poesia. Não vás ficar esquecida, em gavetas em masmorras. Vais sempre ser querida pelos esquecidos, como eu jogados feito piorras!
Choras escondes teu vulto Entende e não responde a esse insulto! És da maior compostura. Não escondes tua altura! A voz não te abala, O silêncio da máquina não te cala! Poesia tu serás amada, mesmo que sejas aviltada! A tristeza que em teu peito se armazena, podem te fazer parecer pequena. Mas a ti só dá motivos Pra mostrar teus versos vivos... Que faz explodir teus poemas Nos mais variados temas!
Sorria poesia porque tu és muito. És mais, melhor, maravilha! E tua existência fica na entranha na alma de quem teu caminho trilha Vês poesia! Já sorris... Esqueces com bondade daqueles insultos vis! Das palavras com maldade. És tudo e tens altivez. É as coisa mais bonita. E aos que te abalam veem tua tez, E admitem que és infinita!

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

DOR

Hoje não vou escrever sobre nada.
Vou escrever sobre tudo e sobretudo sobre o que me mata.
Vivenciar o sofrimento humando é barra pesada,
e nem venha me dizer que essa ou aquela dor é sem sentido é bobagem.
Toda dor dói! A dor dos que não tem plano de saúde,
e que em sua maioria morre até por doenças tratáveis e preveníveis.
A dor dos moradores de fila do SUS,
e dos que vivem de vender lugares pra quem é tão doente
que não podem dormir na fila pra conseguir uma consultazinha, ou um examezinho!
A dor dos que têm que se mudar de suas casas,
ou porque não têm casas e precisam desocupar o imóvel a pedido do proprietário,
dos que têm casa em lugar temerário, perigoso, barrancoso.
Dos que não podem mais pagar aluguel e têm que morar na casa dos parentes,
a dor dos que têm que morar debaixo da ponte porque não têm parentes.
A dor dos que foram arrancados de sua casa, porque essa era em local invadido.
A dor de quem vê sua casa incendiar-se!
A dor! A dor dos que sofrem por amor!
Ah essa dor! Essa dor é a mais teimosa, porque o protagonista na verdade alimenta-se dessa dor!
Essa dor é querida, necessária, essa dor é o resto permanente de quem se foi, é a migalha do corpo quente, desejado, esperado!
A dor do amor é a mais doce e quente de todas as dores!  
"Não quero a cura quero é o dono da doença"
Minha língua resseca, meus cabelos são arrancados, meus braços se contraem, meus olhos buscam, minhas pernas quedam, minha alma grita!
Essa dor é aquela minha doce companheira das madrugadas, e me faz companhia e me é fiel!
A dor dos velhos e suas desesperanças, não suscitam em mim qualquer complacência! A dor dos desabrigados a mim não diz respeito! A dor dos doloridos, que os curem as panacéias! Não sou médico, não sou asilo, não sou a Igreja, nem sou o Estado! Que os ajudem os órgãos competentes! Hoje o que destaco é a minha dor! Dor por esse fujão, que a mim parece estar etéreo e distante, mas está right next the door! Dor sem essa criatura que com garras de aço feriu em valas os músculos da minha existência. Essa dor é a pior! Faz com que meu tempo que ainda é curto aqui na terra, pareçam 1000 anos de cansaço e extermínio. Extermínio do meu ser! Se sou bonita, jovem, admirada. Se estou bem situada na sociedade em que me insiro, se estou acima da média em se tratando de maturidade e inteligência, então por que? Por que, não esquecer esse ser vil! Essa dor pra mim hoje é a vencedora! Merecedora do Oscar da intensidade e usurpação!
Então não quero mais ler nem falar sobre a dor de ninguém, porque todas essas outras têm resposta nos livros, a minha não tem. A minha dor é a dor do romance!
A dor do te quero e você não está!
Amanhã quero te ver, e sei que vou sorrir pra você de novo!
Porque te ver pra mim á a resposta pra minha dor!
Quero que você doa em mim!







Fix You ( Coldplay )

 When you try your best, but you don't succeed,
 When you get what you want, but not what you need,
 When you feel so tired, but you can't sleep
 Stuck in reverse 
And the tears come streaming down your face
 When you lose something you can't replace
 When you love someone, but it goes to waste 
Could it be worse?
 Lights will guide you home 
And ignite your bones
 And I will try, to fix you 
And high up above or down below
 When you're too in love to let it go
 But if you never try, you'll never know 
Just what you're worth. 
Lights will guide you home 
And ignite your bones
 And I will try, to fix you.
 Tears stream down your face,
 When you lose something you cannot replace 
Tears stream down your face And I... 
Tears stream down your face 
I promise you I will learn from my mistakes
 Tears stream down your face And I...
 Lights will guide you home
 And ignite your bones
 I will try to fix you...

Bêbada

Amo ficar bêbada, de leve... Desentendida desse mundo, ficar aérea e descompreendida Até amo ser feita de descontinuidade e Desconfiança,...