sexta-feira, 17 de maio de 2013

Mulher de décadas!


                    Fonte: marthahelenaperdaseganhos.blogspot.com

Se eu tivesse um pouco de juízo hoje
Muitos conselhos teria a dar aos jovens dos 20 aos 40!
Sou uma mulher que viveu de década em década.
Sempre afoita ao invés de viver cada minuto
Bem esse foi só mais dos meus erros enfim!
Na minha própria década dos 20 me dediquei exclusivamente ao amor
Larguei tudo, xinguei todos, corri dos outros, desmoronei todos os castelos
Não existe nem 1 segundo de arrependimento.
Os tolos diziam “o seu futuro está estragado!”
E como acertaram.
Estaria estragado meu futuro Executivo!
Estaria imprevisível e despreparado meu futuro Judicial
Estaria perdido meu futuro Legislativo.
Como li em artigo do meu colega “Pedro Bial”
Só temos uma vida para viver, e de segunda a segunda não é possível viver 2 personagens!
Ou serei mãe jovem ou farei 2 Faculdades, pós e doutorado
Ou serei dedicada exclusivamente mãe, ou estarei “UP TO DATE”  com as novas tecnologias!
Ou amarei e serei fiel ao meu único amor, ou experimentarei vários para ter certeza de
Qual será o melhor para mim.
Ou serei prática ou agirei com paixão!
Então expliquei, deu para entender??
Portanto vivi mais ou menos tudo o que podia ( nunca se vive, nem se dividir em partes)
Em décadas!
Escolhi ser bela e viver hormonalmente ( sempre se é belo e hormonal aos 20 anos)
E nessa década vivi para o a o amor!
Na minha década dos 30 vivi o princípio das minhas próprias escolhas
Lógico que ainda equivocadas e meio radicais
                           Fonte: www.aformulabr.com                     

Com 30 anos acreditava que estava já caminhando para a "velhice"
E que teria pouco tempo para ainda usufruir do que a vida teria a me oferecer!
Quanta correria e aflição, quanta pressa!
A minha outra identidade (mais tarde descobri que temos várias) ainda sem juízo nenhum
Buscava o infindável e inusitado
O que não teve, o que não viveu...
E a idade sempre ameaçando com o desencontro de meus próprios sonhos.
Nessa década acabou nada se alterando, e os amores não só continuaram
os mesmos, como se multiplicaram...
Ah que fase boa! Acho que nasci mesmo para procriar.
E nessa volta a velha carreira, ganhei tanto amor, que se eu soubesse
teria sido mais bem sucedida nessa parte.
Ah mas e os outros sonhos?
Putz! Tinha que novamente esperar o tempo passar.
Mas tinha tanto medo da idade!
Sabe aquela idade que começa com QUA e acaba com RENTA??
Socorro!!!!!!!!!
Deus me livre dessa idade, TUDO menos fazer qua...
Mas aí quando vi já era!
Outra década, e a velhice?
Está tão a porta assim como eu pensara aos 30?
Na década de 40 tantas coisas boas aconteceram!
O amor?
O velho amor estava lá irredutível.
As coisas que foram conquistadas e TODAS as que ainda não estavam nem perto de ser.
Aí veio o esquecimento do medo da velhice.
Não existia mais motivo, porque ou era ela ou a OUTRA!
Então comecei a regredir e correr mais ainda!
Tanta correria para recuperar o tempo perdido, mas nunca!
Como me disse meu colega Cazuza........
A executiva finalmente deu as caras
A prole estava firme e forte
Até o Diploma finalmente enfeitou minha parede!
Então na ânsia de não perder mais tempo, quase perdi tudo ( alguns dizem que perdi) duvido!
Não perdi nada, escolhi.
Tão bom poder escolher!
Não fiz faculdade de Comunicação Social aos 18
Não fui para os Estados unidos aos 24.
Não me tornei uma jornalista poliglota
Não falo inglês fluente
Nunca fui à Paris
Não posso dirigir a toda a velocidade meu carro 4.0...
Escolhas...

Descobri que nem se trata de dinheiro
E que ele não é 100 % responsável pela minha felicidade
Mas tenho certeza que a falta dele foi responsável de 60% do fracasso dos meus sonhos.
Mas não foi responsável por toda a felicidade, nem influenciou as maiores tristezas.
E a década de 50? Podem perguntar! É, já chegou também.
As coisas então nessa década já vêm quase prontas
Maternidade: CHECK
Profissão: CHECK
Diploma: CHECK
Vida amorosa: ( ? )
Então vou tentar dessa década fazer o que falta
Mas se fizer, o que vai ficar para a outra?            
Cruzes! aquela que começa com SE e acaba com SSENTA?
Cruzes!!!

                                                                                      Fonte: imagem:                 marthahelenaperdaseganhos.blogspot.com
                                                                       

quinta-feira, 9 de maio de 2013

A Descoberta da Solidão, um Poema Patriótico!

                               revistaecotour.com.br

Hoje me descobri sozinha
Concluí que tenho apenas a mim mesmo e minha mente insana
Descobri que na decisão de encontrar alguém e formar um par
Podemos colocar a perder nossa chance de unicamente ser feliz ou estar vivo.

Pode-se morrer aos vinte anos sem possibilidade de um segundo diagnóstico.
As vezes por descuido ou ansiedade conectados pela imaturidade
escolhe-se morrer aos pedacinhos e gastar seu vigor em na trama de sua própria derrota.


Então nos resta espiar de óculos cada erro e a sucumbência na derrota total.
A baixa auto-estima, a falta de amor próprio, a nenhuma opção, poucas portas, nenhuma janela.
A preguiça, o medo e a insegurança é escrava da fraqueza e dos cadeados.
Carente de amor, de aceitação, o desejo desenfreado de agradar e de ser amado, esses longos
corredores levam a lugar nenhum.

Vivendo apenas pelas fotos que vimos, através das montanhas distantes que não alcançamos, soltando
a voz que nos ameaça a agressão.
"Vai-te embora alma patética e imprestável!
Vampiro insatisfeito, estou já sem sangue!
Crave teus caninos gastos em um pescoço mais enrugado
Para mim não deixou sobrar nada!
Esvaziou cada furo da minha epiderme
Paguei cada sorriso teu até meu último centavo.
Nada mais resta da brancura dos meus dentes a mastigar tuas migalhas!
Consumo demasiado, mau uso e desperdício!"




sábado, 9 de março de 2013

Procura-se!

                                imagem: opoetaeasolidao.blogspot.com

O poeta é um insensível ser
Incompreensivo e que não quer entender
Não quer engolir e não consegue escapar
Que procura afoito que tenta estender
A loucura libertina que o faz vibrar

Angaria pares que julga exprimir
Uma angústia rouca que pensa arrancar
Que cisma saídas, que pena em encontrar

E pensa ser sábio
E tenta salvar
Ignorando tocos que o faz tropeçar
Bambeando as pernas dos que tentam lhe dizer:

_ Que estão bem! Que lhes deixem que sigam seus passos
Que seus passos lhes levam onde querem sair!
Que seus passos só chegam nos buracos visíveis e previsíveis.

E o poeta não entende nem 'quer entender'
E o poeta sozinho, insano procura
Um lugar melhor em que possa viver
Em que possa entender. O que há por inteiro

Que prossiga sozinho
Que esse é o destino
Quem se candidata a ser seu parceiro?

gilzinha






                                                                                          

imagem:opoetaeasolidao.blogspot.com

quarta-feira, 6 de março de 2013

Surfando na aurora boreal! (...)

                                               imagem:www.oiwo.com


Amanhece e anoitece
Nem sei o que dizer
Nem vou mais só correr
Nem vou mais te socorrer

Nessas águas devo te afogar
A bruma enche meus lábios
Mas o bolor polui meu pulmão, minha visão...

Escorregando pelas notas deste gigantesco piano
Corro para longe do que me faz lembrar
Atropelado pelas suas próprias palavras
Recuei me escondi pra me abrigar

Desistindo da procissão dos desiludidos.
Só pra lá, só pra lá
Me desfazer desilusão
Do fogo já não resta a paixão


A lua "falling love with you"

A noite "inside" meu coração!

gilzinha









imagem:rodacaminhodocoracao.blogspot.com

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Bom Dia, Minha Simpatia!



                                                             Imagem:alembraroportugues.blogspot.com


Houve uma vez um cara
Um burocrata de araque que tatuado no braço queria mesmo era dançar!
Eu o queria tanto e tão inocentemente
Que toda vez que ele me olhava
Me deixava totalmente nua,
Expondo todas as minhas adiposidades e imperfeições.

Um dia após daquele, em que me colocou no meu devido lugar,
Após perceber o tanto que minhas lágrimas vertiam
Implorou-me: _ “Não me odeie...”
E eu o amava tão desesperadamente que gotejava por todos os poros
O desejo que me ressuscitava.

Só que um dia tu saltaste do Barco!
Afogando-me no deserto do meu próprio sonho partido.
E me perdi em minha própria tristeza e vazio
Que nem todo o ouro do mundo podia preencher
Então descobri que minha maior perda foi trocar o mar pelo rio.


E simplesmente deixei todas as palavras se engasgarem em seu próprio grito.
A queda e a morte foi inevitável.
Adeus minha última chance,
Adeus meu sorriso bobo!

Que saudades minha simpatia!


gilzinha
















 www.imagensporfavor.com





quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Os 50 tons translúcidos de uma mulher de 50


                                           fonte: acervo próprio   


Complicações.
É... na verdade foi atrás dessas complicações que me enveredei para tomar meu partido, fosse ele de revolta ojerizada ou furor interno de envolvimento e entusiasmo!
Sempre me coloco à parte de opiniões alheias, sejam unânimes ou fatiadas.
Nunca corri ao cinema ao ver o bonequinho aplaudindo de pé. ( Quem lê o Jornal O Globo, entende o que falo)
Jamais abandonei qualquer canoa ao perscrutar ratos em disparada.
Então nesse jogo de Nojo ou Gôzo, vou resenhar e desenhar minha percepção sobre os livros da trilogia “ 50 Tons”
Em primeiro lugar insisto na minha visão de que ninguém forma ou é formado sozinho, porque ninguém sabe o absoluto, o definitivo nem o que é feio ou belo para todo mundo e qualquer um..
 Nós seres humanos, e eu particularmente residente desse País Laico, acredito em Deus, professo várias crenças e não me vejo apenas átomos, moléculas, pedaços de um tudo ou de nada que se transforma,
 acredito em um ser supremo e altivo que chamo de Deus, e respeito o que quer que cada um chame.
 Nessa picada que traço, amo, cultuo e respeito todas as coisas que acho belas, mas entendo que para o meu vizinho essas mesmas coisas podem se apresentar feias e horrorosas, e vice versa para ele também!

Então sem mais papo furado, vou começar a falar dessa “Obra” motivo de Regozijo para milhões e asco para muitos!
Comecei a ler por pura curiosidade e para formar a minha opinião, a despeito do que havia ouvido falar de ruim ou bom, porque como já dissera anteriormente, sempre fiz isso com as coisas que me chamavam a atenção e faziam-me parar o que estava fazendo para olhar.




No início a autora vai muito direto à lascívia ( risos meus) quase que esquecendo um enredo que prendesse ou fizesse aquele leitor mais purista querer prosseguir tentando encontrar um fio interessante e ou relevante.
Confesso que a luxúria das palavras meio que prende e te deixa um pouco confusa, sobre coisas meio que “pervertidas” ( hum...)
Após prosseguir a leitura começa a surgir certo interesse em uma possível seriedade da história.
A autora se faz bem esperta ao mensurar e refletir a história da mocinha, virgem aos 22 anos, e o moço lindo, rico, diferente e maníaco e repito lindo e rico!
Acho que ela queria resgatar o público de quarentonas e cinquentonas que queriam muito mais, ao suspirarem lendo o romance “Twilight”, Crepúsculo, e que se apaixonaram pelo Edward e Jacob, sem que essas se sentissem meio que fora do páreo para essas crianças assexuadas e politicamente corretas.
Então tá, vejo algumas falhas em relação às regras ( chatas) da literatura, principalmente Inglesa que remete à Jane Austen, Charles Dickens, etc.
Lógico que a E L James, pouco estava se preocupando com lirismo ou tradição, mas é claro que é PHD no que a maioria queria ler e sentir ao manusear sua Obra. Essa maioria herdada da autora de Crepúsculo, que cansou de ver Edward ser tão certinho e altruísta.
Então ta! 




imagem:christiangrey.com.br

Continuando a ler quase da metade para o fim, me vejo meio que embriagada pela narrativa e começo a deixar minha crítica de plantão (mesmo que reacionária) de lado e me entrego ao prazer de apenas ser mais uma envolvida na história quase inacreditável, eu disse quase...
O herói ( anti-herói para alguns) tem suas manias e heranças perturbadas e perturbadoras mas é cheio de charme e cavalheirismo também, perde a noção do que é certo em um relacionamento, tem medo, tem limites, mas é deliciosamente intrigante.
A mocinha é primeiramente desajeitada, mas ao longo se torna esperta e consegue o improvável desse cara mau!
Ai ai!
Consigo tirar, apenas do primeiro da trilogia (ainda não li os 3) um pouco de lirismo, poesia e verdade do que existe em mundo de pretensos “ papais mamães” e que é ainda muito escondido e tabulado pela sociedade machista e hipócrita. Porque acredito ser possível, eu que sou mulher, poeta e pisciana, que um casal desses pode mesmo existir e que um possa ajudar ao outro de alguma maneira.
O cara interessantésimo, hipnótico e cheio de traumas e regras e  a menina meio que atrapalhada e introspectiva, que descobre em si mesmo uma coragem de dizer não em determinada situação limítrofe, mas que verdadeiramente pode preferir que esse cara cheio de cicatrizes, lhe meta a mão às vezes, do que abrir mão das maravilhas que vem na bagagem!

Nessa viagem relembro meus primeiros anos de descoberta sexual e sensual e vejo que a autora não mente nem inventa algumas de suas descrições "orgasmáticas". Existe muita mulher de saia bem comprida que  rasga tudo e quebra o salto na hora do melhor e da conquista, é claro que nem todas tem a sorte de encontrar um mocinho rico e lindo como o da história, de qualquer maneira, quase todas encontram esse primeiro príncipe, e nem todos viram sapo no final.
Não quero quebrar a surpresa dos que ainda não leram, estão em dúvida ou detestam pensar na ideia  por isso não vou detalhar o que mais me tocou.
Faço questão, no entanto de dizer que ao final de tudo uma coisa me deixou muito feliz!
 “Nunca temperar minha comida com o tempero que o outro indica, e sim experimentar e ver do que mais gosto”
Então eu, que já li mais de 1000 livros,  confesso que sempre gostei de uma pimenta, e aos 14 anos lia Harold Robbins, Sidney Sheldon, Jacqueline Susann, alem de logicamente prosseguir pela vida na leitura de Vinícius de Moraes, Augusto dos Anjos, Manuel de Barros e Gregório de Mattos, também gostava de apreciar romances de Ernest Hemingway, Shakespeare, Emily Bronté e Alexandre Dumas, alem de muitos, muitos outros, me vejo certificada a dar um “parecerzinho”  fajuto e sem pretensões e recomendar a leitura sim, principalmente para as mulheres de maior, entende?
Deleitem-se com as palavras de baixo calão e lambuzem-se nas primeiras lembranças.
Posso dizer que fiquei encantada pelas palavras duras e reais, pela situação mistura de sonho e pesadelo, indignada e consciente que as agruras relatadas são plausíveis e próximas à realidade de qualquer um e que vou continuar lendo, já estou no segundo e logo que acabar vou ler o último!
Meninas não façam nunca o que os outros te dizem para fazer, façam o que simplesmente te deixem felizes ou te dê prazer, mesmo que alguns achem feio, julguem anormais e obscenos, cada um sabe o que bonito ao seu próprio olhar! 
Sigam e prossigam.
Gilzinha. 



                                             imagem:cinema.uol.com.br

links:


Debussy: ‘La Fille Aux Cheveux de Lin’ (Moura Lympany);




sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Hitler, Osama Bin Laden, Mussolini...são bbs


                                        cmepisodes.blogspot.com
Um poeta popular e (quase anônimo) disse uma vez:
... Externalizar o sentimento de euforia e prazer para os outros em algum momento de nossa vida, se apenas um indivíduo ou alguns milhares deles, alcançaremos a consciência da necessidade de melhorar o mundo de dentro para fora, ( dentro de nós e chegando ao outro)...A influência e esse desejo de boas mudanças para o Planeta fique dentro e ao mesmo tempo parta para fora dos corações ansiosos por alegria e felicidade baseados na Paz!”...(gilzinha)

Tópicos relacionados:

A Gestapo, a Cia e a KuKusKlaN, se reuniram em seu quartel de bondades, assessorados e representados pelos seus asseclas acéfalos para uma rodada de perguntas e negociações, quase todas mal intencionadas, quase nenhuma com intenção de ajudar a jovem Irina
Ingênua e burra apesar do QI acima da média.
Sua burrice era refletida principalmente nos ouvidos abertos demais para mentiras e tramóias e fechados quase sempre para a voz da sua própria consciência ou anjo da guarda o que preferirem os leitores.
Leitora que sempre fora da Bíblia e vinda de família católica praticante, escutou demais as palavras de Jesus de Nazaré, “os humildes serão exaltados... ofereça a outra face... não julgues... todo mundo é bom... etc


Relato palavra por palavra da inquirida:

“Nas duas vezes que ainda muito adoentada fui chamada à Guantánamo, entre 20 a 28 de agosto, fui até bem tratada de verdade, como nunca fora antes, e acreditei nas boas palavras ouvidas, de apoio e crédito em minha inocência, ao ponto de escrever uma carta de confissão para o que tinha feito de errado, que não era tão grave como as próprias autoridades maiores tinham afirmado. Só não quis acusar ninguém, já que não testemunhei fatos que me apresentaram como consumados...Essa carta foi na verdade imposta para mim, e nesse momento enlevada a fiz consciente e ajudada pelos remédios fortes e até mesmo uma dose dupla de whisky que havia bebido antes da reunião, e acreditando no perdão que me ofereciam pelos delitos considerados menores, acreditando em um apoio que nunca viria.”
Este foi o primeiro ato antes da destruição.

Até Irina entender que tudo seria distorcido e que todos os seus bens seriam lhe tirado, até mesmo seus filhos, nada mais havia a ser feito.
Cheguei a vê-la em lágrimas, clamando! "Me disseram que não havia nenhuma prova contra mim!  que tudo já estava provado contra o verdadeiro culpado, que estava claro que eu era inocente, como posso viver desse jeito, desamparada financeiramente, assistencialmente e humanamente?...”

Alguns Inspetores do Bureau, de Quântico e o auxílio luxuoso de alguns detetives da mais alta categoria foram reunidos para ouvir o outro lado da história e até mesmo tentar desvendar ou corroborar tanta prova para tamanha punição.

Ninguém duvidou do tempo, dinheiro, influência, personalidades e autoridades subornadas etc., que distanciariam os fatos verdadeiros dos inseridos cruelmente por um sistema corrupto e que trata as pessoas como peças, e que baixas ou corpos eram necessários para o andamento da máquina do Poder!
Essa pessoa berrou quando não tinha mais voz, pelo levantamento de sua vida pregressa, pela averiguação de possíveis perseguições que muitos testemunharam, das arbitrariedades e que levantassem dos algozes o porquê da certeza da impunidade para eles próprios.

Foi visível a destruição quase total da existência de Irina.
Da vida que levava, da alegria que exalava, das agruras que passava com a decadência de sua condição de cidadã, sobravam olhares de soslaio, murmúrios dos que nada sabiam e tudo tinham para opinar.

Parte de seu relatório pessoal:

“Em Dezembro antes da primeira quinzena passei mal e levadas às pressas para a Clínica cardiológica local, após exames diversos, diagnosticada como vítima de AFI, acidente fibrilar isquêmico com risco de vida, evento que me afastou de Quântico por dezenas de dias.
Soube de fonte não fidedigna que havia fatos obtusos ocorrendo envolvendo personagens em esquema de furto de informações secretas e desvio de fundos além de quebra de sigilo e lavagem de informações assim como tráfico de influências.
Fui convocada após alguns dias de afastamento, e como era a caçula do Bureau, interrogada informalmente sobre fatos que pudessem elucidar ou mesmo revelar algumas inconfidências.
Na verdade naquele momento pega de surpresa, não pude ajudar em muita coisa, pois o que sabia, eram fatos inconclusivos colocados em bocas quaisquer, erro crasso da agência, por tratar-se de fato ultra secreto e de interesse puramente interno, já que internamente deveria ser resolvido
A possibilidade de que de alguma forma eu pudesse estar ou ser envolvida, nesse momento para mim era impossível e nem mesmo conjecturado.
Insisto em sublinhar que esse colega, Orloff, inclusive me falava tudo em tom informal e como ele mesmo insistia em repetir em “off”.

Como já dito no início do relato a “burrice” de Irina era incomensurável.
Só acreditou que estava sendo tratada posteriormente como principal suspeita quando, buscada em casa pela limusine preta oficial, utilizada em momentos especiais e de mais alta periculosidade pelas conseqüências que seus passageiros tinham na continuidade de suas vidas (Ou morte).

Após dias de incessante interrogatório, onde os agentes de terno preto reluzente sem gravatas repetiam por horas as perguntas, pelas quais não aceitavam a resposta que ela tinha a oferecer, Irina resolveu pedir a presença de seu conselheiro, advogado ou qualquer  pessoa que pudesse lhe ajudar em tal enrascada, quase incompreensível para sua incapacidade de julgar os maus ou separar o “joio do trigo”
Irina acreditava ainda em um armistício. 
Acreditava que tudo poderia ser esclarecido, elucidado e esperava na verdade um pedido de desculpas, extinguindo de vez a guerra que não acreditava estar apenas para começar.

Parte do relato exposto ao seu consultor:




“Só fui chamada à agência oficialmente no final do mês de outubro, já na ativa, dessa vez por Orloff  em companhia de Schweinsteiger , o Chefe.
Desta vez não tão descontraída foi a reunião, na verdade rude e incisiva, exigindo de mim de uma vez por todas a confissão de todos os inconvenientes ocorridos ao redor de toda a Cidade de Washington.
De maneira convincente, com a garantia de imunidade total, haja vista meu estado de saúde ainda frágil, e manutenção do segredo do contido no manuscrito, assumi algumas culpas, isentando funcionários  do mais alto escalão, incluindo Juízes, Presidentes e Ministros. Falaram-me de atenuantes, de defesas que teria, pelo fato de ser de escalão secundário e ter tido até ali nessa fase da vida total idoneidade e garantia de caráter ilibado.
No auge da loucura e do desejo de acabar com toda essa loucura, acreditando na imunidade e encerramento do caso, aceitei tal insanidade, e cheguei a ser tratada como louca posteriormente, patológica e socialmente.
“Voltei ao trabalho até o final do ano.”

Tudo conspirava para a morte da vida de Irina, a vida como ela conhecia e vivia.
Todos percebiam, alguns se compadeciam. Ninguém fazia nada, nem para ajudá-la nem para alertá-la.

Parte do relato em juízo de Irina:

“Aos gritos afirmo: Nunca objetivei golpe algum na vida!
Passei por doenças graves e morte na família!
Sempre trabalhei dentro do exigido pela ética e ciente dos sigilos.
“Não aceito ser chamada de ardilosa nem manipuladora”!

Cronograma dessa epopeia:
Problemas de saúde
Acusação às cegas
Desconhecimento dos fatos
Pressões psicológicas e maus tratos físicos
Assunção de culpa para livrar-se de continuidade das acusações.
Humilhação em Praça pública
Morte da personagem

Como epílogo desses relatos, passo a publicar a carta póstuma de uma pessoa que por tudo passou e desconheceu a palavra amizade.

                                          hermesgama.wordpress.com

Carta póstuma mas a personagem ainda está viva, alegrai-vos!:

À Gestapo, Cia, KuKusKLan, Guantánamo e a toda Cidade de Osama Killer!
Na vossa pessoa jurídica, juramentada, eleita e ovacionada.
Al Kaeda e demais organizações terroristas:
Obrigada por me tratar e a todos os doentes de sua causa,
 frutos de sua ambiência nada responsável, nem social, 
nos tratar a todos os mais frágeis como QS ou ODI-T, 
que a despeito do que tenhamos feito ou conquistado de forma dorida 
e sustentado por muitas noites sem dormir, 
que são retirados de nossos méritos quando descuidadamente ficamos doentes dos nervos 
e sucumbimos aos remédios ou álcool, 
somos julgados em pleito aberto sem direito a defensoria pública nem privada 
( quando na verdade o meritíssimo não nos auscultou, não nos investigou, não nos examinou, não nos escutou). Contrariando a todo e qualquer evidência, nos condena e nos expele que com certeza sua Organização tem muito e maior conhecimento do que qualquer verdade explícita ou não.
Perdoem-nos por sermos vagabundos e submissos aos seus abusos.
Obrigada por me fazer passar muito mais noites em claro!
Por perceber que da dificuldade assistida passarei a estar adicionando aos terrores noturnos, 
medo de fazer os meus, passarem por situação que pensamos superadas.
Obrigada por alimentar o monstro chamado ganância, o elefante branco chamado sorriso enganador 
que em outras horas seria apenas um ricto de cinismo do seu rosto 
que pensa ter poder sobre a vida e a doença de outrem.
Obrigada Doutor por lembrar a nós doentes, do diabo seu pai e de outros seus pares. 
Obrigada por me fazer perceber que a justiça humana é para alguns, 
a outros cabe lutar com ou sem fome, sem medicamentos ou sem honra.
Irina de SéVille – ex agente de confiança de Quantico – Ex Q.I 120.






Bêbada

Amo ficar bêbada, de leve... Desentendida desse mundo, ficar aérea e descompreendida Até amo ser feita de descontinuidade e Desconfiança,...