sábado, 9 de março de 2013

Procura-se!

                                imagem: opoetaeasolidao.blogspot.com

O poeta é um insensível ser
Incompreensivo e que não quer entender
Não quer engolir e não consegue escapar
Que procura afoito que tenta estender
A loucura libertina que o faz vibrar

Angaria pares que julga exprimir
Uma angústia rouca que pensa arrancar
Que cisma saídas, que pena em encontrar

E pensa ser sábio
E tenta salvar
Ignorando tocos que o faz tropeçar
Bambeando as pernas dos que tentam lhe dizer:

_ Que estão bem! Que lhes deixem que sigam seus passos
Que seus passos lhes levam onde querem sair!
Que seus passos só chegam nos buracos visíveis e previsíveis.

E o poeta não entende nem 'quer entender'
E o poeta sozinho, insano procura
Um lugar melhor em que possa viver
Em que possa entender. O que há por inteiro

Que prossiga sozinho
Que esse é o destino
Quem se candidata a ser seu parceiro?

gilzinha






                                                                                          

imagem:opoetaeasolidao.blogspot.com

quarta-feira, 6 de março de 2013

Surfando na aurora boreal! (...)

                                               imagem:www.oiwo.com


Amanhece e anoitece
Nem sei o que dizer
Nem vou mais só correr
Nem vou mais te socorrer

Nessas águas devo te afogar
A bruma enche meus lábios
Mas o bolor polui meu pulmão, minha visão...

Escorregando pelas notas deste gigantesco piano
Corro para longe do que me faz lembrar
Atropelado pelas suas próprias palavras
Recuei me escondi pra me abrigar

Desistindo da procissão dos desiludidos.
Só pra lá, só pra lá
Me desfazer desilusão
Do fogo já não resta a paixão


A lua "falling love with you"

A noite "inside" meu coração!

gilzinha









imagem:rodacaminhodocoracao.blogspot.com

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Bom Dia, Minha Simpatia!



                                                             Imagem:alembraroportugues.blogspot.com


Houve uma vez um cara
Um burocrata de araque que tatuado no braço queria mesmo era dançar!
Eu o queria tanto e tão inocentemente
Que toda vez que ele me olhava
Me deixava totalmente nua,
Expondo todas as minhas adiposidades e imperfeições.

Um dia após daquele, em que me colocou no meu devido lugar,
Após perceber o tanto que minhas lágrimas vertiam
Implorou-me: _ “Não me odeie...”
E eu o amava tão desesperadamente que gotejava por todos os poros
O desejo que me ressuscitava.

Só que um dia tu saltaste do Barco!
Afogando-me no deserto do meu próprio sonho partido.
E me perdi em minha própria tristeza e vazio
Que nem todo o ouro do mundo podia preencher
Então descobri que minha maior perda foi trocar o mar pelo rio.


E simplesmente deixei todas as palavras se engasgarem em seu próprio grito.
A queda e a morte foi inevitável.
Adeus minha última chance,
Adeus meu sorriso bobo!

Que saudades minha simpatia!


gilzinha
















 www.imagensporfavor.com





quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Os 50 tons translúcidos de uma mulher de 50


                                           fonte: acervo próprio   


Complicações.
É... na verdade foi atrás dessas complicações que me enveredei para tomar meu partido, fosse ele de revolta ojerizada ou furor interno de envolvimento e entusiasmo!
Sempre me coloco à parte de opiniões alheias, sejam unânimes ou fatiadas.
Nunca corri ao cinema ao ver o bonequinho aplaudindo de pé. ( Quem lê o Jornal O Globo, entende o que falo)
Jamais abandonei qualquer canoa ao perscrutar ratos em disparada.
Então nesse jogo de Nojo ou Gôzo, vou resenhar e desenhar minha percepção sobre os livros da trilogia “ 50 Tons”
Em primeiro lugar insisto na minha visão de que ninguém forma ou é formado sozinho, porque ninguém sabe o absoluto, o definitivo nem o que é feio ou belo para todo mundo e qualquer um..
 Nós seres humanos, e eu particularmente residente desse País Laico, acredito em Deus, professo várias crenças e não me vejo apenas átomos, moléculas, pedaços de um tudo ou de nada que se transforma,
 acredito em um ser supremo e altivo que chamo de Deus, e respeito o que quer que cada um chame.
 Nessa picada que traço, amo, cultuo e respeito todas as coisas que acho belas, mas entendo que para o meu vizinho essas mesmas coisas podem se apresentar feias e horrorosas, e vice versa para ele também!

Então sem mais papo furado, vou começar a falar dessa “Obra” motivo de Regozijo para milhões e asco para muitos!
Comecei a ler por pura curiosidade e para formar a minha opinião, a despeito do que havia ouvido falar de ruim ou bom, porque como já dissera anteriormente, sempre fiz isso com as coisas que me chamavam a atenção e faziam-me parar o que estava fazendo para olhar.




No início a autora vai muito direto à lascívia ( risos meus) quase que esquecendo um enredo que prendesse ou fizesse aquele leitor mais purista querer prosseguir tentando encontrar um fio interessante e ou relevante.
Confesso que a luxúria das palavras meio que prende e te deixa um pouco confusa, sobre coisas meio que “pervertidas” ( hum...)
Após prosseguir a leitura começa a surgir certo interesse em uma possível seriedade da história.
A autora se faz bem esperta ao mensurar e refletir a história da mocinha, virgem aos 22 anos, e o moço lindo, rico, diferente e maníaco e repito lindo e rico!
Acho que ela queria resgatar o público de quarentonas e cinquentonas que queriam muito mais, ao suspirarem lendo o romance “Twilight”, Crepúsculo, e que se apaixonaram pelo Edward e Jacob, sem que essas se sentissem meio que fora do páreo para essas crianças assexuadas e politicamente corretas.
Então tá, vejo algumas falhas em relação às regras ( chatas) da literatura, principalmente Inglesa que remete à Jane Austen, Charles Dickens, etc.
Lógico que a E L James, pouco estava se preocupando com lirismo ou tradição, mas é claro que é PHD no que a maioria queria ler e sentir ao manusear sua Obra. Essa maioria herdada da autora de Crepúsculo, que cansou de ver Edward ser tão certinho e altruísta.
Então ta! 




imagem:christiangrey.com.br

Continuando a ler quase da metade para o fim, me vejo meio que embriagada pela narrativa e começo a deixar minha crítica de plantão (mesmo que reacionária) de lado e me entrego ao prazer de apenas ser mais uma envolvida na história quase inacreditável, eu disse quase...
O herói ( anti-herói para alguns) tem suas manias e heranças perturbadas e perturbadoras mas é cheio de charme e cavalheirismo também, perde a noção do que é certo em um relacionamento, tem medo, tem limites, mas é deliciosamente intrigante.
A mocinha é primeiramente desajeitada, mas ao longo se torna esperta e consegue o improvável desse cara mau!
Ai ai!
Consigo tirar, apenas do primeiro da trilogia (ainda não li os 3) um pouco de lirismo, poesia e verdade do que existe em mundo de pretensos “ papais mamães” e que é ainda muito escondido e tabulado pela sociedade machista e hipócrita. Porque acredito ser possível, eu que sou mulher, poeta e pisciana, que um casal desses pode mesmo existir e que um possa ajudar ao outro de alguma maneira.
O cara interessantésimo, hipnótico e cheio de traumas e regras e  a menina meio que atrapalhada e introspectiva, que descobre em si mesmo uma coragem de dizer não em determinada situação limítrofe, mas que verdadeiramente pode preferir que esse cara cheio de cicatrizes, lhe meta a mão às vezes, do que abrir mão das maravilhas que vem na bagagem!

Nessa viagem relembro meus primeiros anos de descoberta sexual e sensual e vejo que a autora não mente nem inventa algumas de suas descrições "orgasmáticas". Existe muita mulher de saia bem comprida que  rasga tudo e quebra o salto na hora do melhor e da conquista, é claro que nem todas tem a sorte de encontrar um mocinho rico e lindo como o da história, de qualquer maneira, quase todas encontram esse primeiro príncipe, e nem todos viram sapo no final.
Não quero quebrar a surpresa dos que ainda não leram, estão em dúvida ou detestam pensar na ideia  por isso não vou detalhar o que mais me tocou.
Faço questão, no entanto de dizer que ao final de tudo uma coisa me deixou muito feliz!
 “Nunca temperar minha comida com o tempero que o outro indica, e sim experimentar e ver do que mais gosto”
Então eu, que já li mais de 1000 livros,  confesso que sempre gostei de uma pimenta, e aos 14 anos lia Harold Robbins, Sidney Sheldon, Jacqueline Susann, alem de logicamente prosseguir pela vida na leitura de Vinícius de Moraes, Augusto dos Anjos, Manuel de Barros e Gregório de Mattos, também gostava de apreciar romances de Ernest Hemingway, Shakespeare, Emily Bronté e Alexandre Dumas, alem de muitos, muitos outros, me vejo certificada a dar um “parecerzinho”  fajuto e sem pretensões e recomendar a leitura sim, principalmente para as mulheres de maior, entende?
Deleitem-se com as palavras de baixo calão e lambuzem-se nas primeiras lembranças.
Posso dizer que fiquei encantada pelas palavras duras e reais, pela situação mistura de sonho e pesadelo, indignada e consciente que as agruras relatadas são plausíveis e próximas à realidade de qualquer um e que vou continuar lendo, já estou no segundo e logo que acabar vou ler o último!
Meninas não façam nunca o que os outros te dizem para fazer, façam o que simplesmente te deixem felizes ou te dê prazer, mesmo que alguns achem feio, julguem anormais e obscenos, cada um sabe o que bonito ao seu próprio olhar! 
Sigam e prossigam.
Gilzinha. 



                                             imagem:cinema.uol.com.br

links:


Debussy: ‘La Fille Aux Cheveux de Lin’ (Moura Lympany);




sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Hitler, Osama Bin Laden, Mussolini...são bbs


                                        cmepisodes.blogspot.com
Um poeta popular e (quase anônimo) disse uma vez:
... Externalizar o sentimento de euforia e prazer para os outros em algum momento de nossa vida, se apenas um indivíduo ou alguns milhares deles, alcançaremos a consciência da necessidade de melhorar o mundo de dentro para fora, ( dentro de nós e chegando ao outro)...A influência e esse desejo de boas mudanças para o Planeta fique dentro e ao mesmo tempo parta para fora dos corações ansiosos por alegria e felicidade baseados na Paz!”...(gilzinha)

Tópicos relacionados:

A Gestapo, a Cia e a KuKusKlaN, se reuniram em seu quartel de bondades, assessorados e representados pelos seus asseclas acéfalos para uma rodada de perguntas e negociações, quase todas mal intencionadas, quase nenhuma com intenção de ajudar a jovem Irina
Ingênua e burra apesar do QI acima da média.
Sua burrice era refletida principalmente nos ouvidos abertos demais para mentiras e tramóias e fechados quase sempre para a voz da sua própria consciência ou anjo da guarda o que preferirem os leitores.
Leitora que sempre fora da Bíblia e vinda de família católica praticante, escutou demais as palavras de Jesus de Nazaré, “os humildes serão exaltados... ofereça a outra face... não julgues... todo mundo é bom... etc


Relato palavra por palavra da inquirida:

“Nas duas vezes que ainda muito adoentada fui chamada à Guantánamo, entre 20 a 28 de agosto, fui até bem tratada de verdade, como nunca fora antes, e acreditei nas boas palavras ouvidas, de apoio e crédito em minha inocência, ao ponto de escrever uma carta de confissão para o que tinha feito de errado, que não era tão grave como as próprias autoridades maiores tinham afirmado. Só não quis acusar ninguém, já que não testemunhei fatos que me apresentaram como consumados...Essa carta foi na verdade imposta para mim, e nesse momento enlevada a fiz consciente e ajudada pelos remédios fortes e até mesmo uma dose dupla de whisky que havia bebido antes da reunião, e acreditando no perdão que me ofereciam pelos delitos considerados menores, acreditando em um apoio que nunca viria.”
Este foi o primeiro ato antes da destruição.

Até Irina entender que tudo seria distorcido e que todos os seus bens seriam lhe tirado, até mesmo seus filhos, nada mais havia a ser feito.
Cheguei a vê-la em lágrimas, clamando! "Me disseram que não havia nenhuma prova contra mim!  que tudo já estava provado contra o verdadeiro culpado, que estava claro que eu era inocente, como posso viver desse jeito, desamparada financeiramente, assistencialmente e humanamente?...”

Alguns Inspetores do Bureau, de Quântico e o auxílio luxuoso de alguns detetives da mais alta categoria foram reunidos para ouvir o outro lado da história e até mesmo tentar desvendar ou corroborar tanta prova para tamanha punição.

Ninguém duvidou do tempo, dinheiro, influência, personalidades e autoridades subornadas etc., que distanciariam os fatos verdadeiros dos inseridos cruelmente por um sistema corrupto e que trata as pessoas como peças, e que baixas ou corpos eram necessários para o andamento da máquina do Poder!
Essa pessoa berrou quando não tinha mais voz, pelo levantamento de sua vida pregressa, pela averiguação de possíveis perseguições que muitos testemunharam, das arbitrariedades e que levantassem dos algozes o porquê da certeza da impunidade para eles próprios.

Foi visível a destruição quase total da existência de Irina.
Da vida que levava, da alegria que exalava, das agruras que passava com a decadência de sua condição de cidadã, sobravam olhares de soslaio, murmúrios dos que nada sabiam e tudo tinham para opinar.

Parte de seu relatório pessoal:

“Em Dezembro antes da primeira quinzena passei mal e levadas às pressas para a Clínica cardiológica local, após exames diversos, diagnosticada como vítima de AFI, acidente fibrilar isquêmico com risco de vida, evento que me afastou de Quântico por dezenas de dias.
Soube de fonte não fidedigna que havia fatos obtusos ocorrendo envolvendo personagens em esquema de furto de informações secretas e desvio de fundos além de quebra de sigilo e lavagem de informações assim como tráfico de influências.
Fui convocada após alguns dias de afastamento, e como era a caçula do Bureau, interrogada informalmente sobre fatos que pudessem elucidar ou mesmo revelar algumas inconfidências.
Na verdade naquele momento pega de surpresa, não pude ajudar em muita coisa, pois o que sabia, eram fatos inconclusivos colocados em bocas quaisquer, erro crasso da agência, por tratar-se de fato ultra secreto e de interesse puramente interno, já que internamente deveria ser resolvido
A possibilidade de que de alguma forma eu pudesse estar ou ser envolvida, nesse momento para mim era impossível e nem mesmo conjecturado.
Insisto em sublinhar que esse colega, Orloff, inclusive me falava tudo em tom informal e como ele mesmo insistia em repetir em “off”.

Como já dito no início do relato a “burrice” de Irina era incomensurável.
Só acreditou que estava sendo tratada posteriormente como principal suspeita quando, buscada em casa pela limusine preta oficial, utilizada em momentos especiais e de mais alta periculosidade pelas conseqüências que seus passageiros tinham na continuidade de suas vidas (Ou morte).

Após dias de incessante interrogatório, onde os agentes de terno preto reluzente sem gravatas repetiam por horas as perguntas, pelas quais não aceitavam a resposta que ela tinha a oferecer, Irina resolveu pedir a presença de seu conselheiro, advogado ou qualquer  pessoa que pudesse lhe ajudar em tal enrascada, quase incompreensível para sua incapacidade de julgar os maus ou separar o “joio do trigo”
Irina acreditava ainda em um armistício. 
Acreditava que tudo poderia ser esclarecido, elucidado e esperava na verdade um pedido de desculpas, extinguindo de vez a guerra que não acreditava estar apenas para começar.

Parte do relato exposto ao seu consultor:




“Só fui chamada à agência oficialmente no final do mês de outubro, já na ativa, dessa vez por Orloff  em companhia de Schweinsteiger , o Chefe.
Desta vez não tão descontraída foi a reunião, na verdade rude e incisiva, exigindo de mim de uma vez por todas a confissão de todos os inconvenientes ocorridos ao redor de toda a Cidade de Washington.
De maneira convincente, com a garantia de imunidade total, haja vista meu estado de saúde ainda frágil, e manutenção do segredo do contido no manuscrito, assumi algumas culpas, isentando funcionários  do mais alto escalão, incluindo Juízes, Presidentes e Ministros. Falaram-me de atenuantes, de defesas que teria, pelo fato de ser de escalão secundário e ter tido até ali nessa fase da vida total idoneidade e garantia de caráter ilibado.
No auge da loucura e do desejo de acabar com toda essa loucura, acreditando na imunidade e encerramento do caso, aceitei tal insanidade, e cheguei a ser tratada como louca posteriormente, patológica e socialmente.
“Voltei ao trabalho até o final do ano.”

Tudo conspirava para a morte da vida de Irina, a vida como ela conhecia e vivia.
Todos percebiam, alguns se compadeciam. Ninguém fazia nada, nem para ajudá-la nem para alertá-la.

Parte do relato em juízo de Irina:

“Aos gritos afirmo: Nunca objetivei golpe algum na vida!
Passei por doenças graves e morte na família!
Sempre trabalhei dentro do exigido pela ética e ciente dos sigilos.
“Não aceito ser chamada de ardilosa nem manipuladora”!

Cronograma dessa epopeia:
Problemas de saúde
Acusação às cegas
Desconhecimento dos fatos
Pressões psicológicas e maus tratos físicos
Assunção de culpa para livrar-se de continuidade das acusações.
Humilhação em Praça pública
Morte da personagem

Como epílogo desses relatos, passo a publicar a carta póstuma de uma pessoa que por tudo passou e desconheceu a palavra amizade.

                                          hermesgama.wordpress.com

Carta póstuma mas a personagem ainda está viva, alegrai-vos!:

À Gestapo, Cia, KuKusKLan, Guantánamo e a toda Cidade de Osama Killer!
Na vossa pessoa jurídica, juramentada, eleita e ovacionada.
Al Kaeda e demais organizações terroristas:
Obrigada por me tratar e a todos os doentes de sua causa,
 frutos de sua ambiência nada responsável, nem social, 
nos tratar a todos os mais frágeis como QS ou ODI-T, 
que a despeito do que tenhamos feito ou conquistado de forma dorida 
e sustentado por muitas noites sem dormir, 
que são retirados de nossos méritos quando descuidadamente ficamos doentes dos nervos 
e sucumbimos aos remédios ou álcool, 
somos julgados em pleito aberto sem direito a defensoria pública nem privada 
( quando na verdade o meritíssimo não nos auscultou, não nos investigou, não nos examinou, não nos escutou). Contrariando a todo e qualquer evidência, nos condena e nos expele que com certeza sua Organização tem muito e maior conhecimento do que qualquer verdade explícita ou não.
Perdoem-nos por sermos vagabundos e submissos aos seus abusos.
Obrigada por me fazer passar muito mais noites em claro!
Por perceber que da dificuldade assistida passarei a estar adicionando aos terrores noturnos, 
medo de fazer os meus, passarem por situação que pensamos superadas.
Obrigada por alimentar o monstro chamado ganância, o elefante branco chamado sorriso enganador 
que em outras horas seria apenas um ricto de cinismo do seu rosto 
que pensa ter poder sobre a vida e a doença de outrem.
Obrigada Doutor por lembrar a nós doentes, do diabo seu pai e de outros seus pares. 
Obrigada por me fazer perceber que a justiça humana é para alguns, 
a outros cabe lutar com ou sem fome, sem medicamentos ou sem honra.
Irina de SéVille – ex agente de confiança de Quantico – Ex Q.I 120.






sábado, 24 de novembro de 2012

Depressão antológica

                                               Imagem: klebershowdebola.zip.net

Uma vez li ou ouvi ou me disseram que um sábio ou apenas um ser pensante ( cada vez mais raro hoje em dia) declarou que o pior plagiador é aquele que plagia sua própria obra.
Que isso era sério e forte sinal de que esse artista estava mesmo era no ocaso de sua inspiração e declarava enfim sua decadência total!
Pois bem, hoje e aqui nessa hora vou descaradamente me PLAGIAR!
E que se danem os puristas, as regras, as associações de normas técnicas, os críticos e os sabichões de plantão!
De antemão quero deixar claro que não estou aqui para dar IBOPE a sintomas depressivos nem fazer apologia à medicamentos que servem para maquiar suas chateações, tristezas, revoltas ou simplesmente sua conclusão de que tudo é uma droga mesmo!
A priori quero que a depressão se dane!


"Ontem descobri que sou nada.
Ninguém me disse, as coisas disseram.
Se tenho dinheiro, pagam meu jantar,
se sou convidada, tenho que escolher entre 1000 convites,
se estou bonita, exageram.
Nesta noite longa que vivo, nem sequer tenho um par,
nem sequer minha música predileta toca.
Fico feia e é porque estou perdida e sozinha,
não me dão nem um copo de água para molhar a língua sôfrega. 
Não existirão cinzas necessárias para a fênix renascer.
Se tive maus amigos, foi porque os mereci,
se não tenho irmãos foi porque os matei.
Andei sem rumo e amadureci sem estrada.
Hoje quero que alguém me traga o sol, sem filtro solar, 
quero que tracem meu destino, não precisa nem ser meu amigo,
nem mesmo gostar de mim. Só preciso de alguém que não deseje minha morte,
já será muita coisa..."

Prossigo na releitura e no reviver momentos que insistem em me assombrar nesses momentos de alguma solidão e desesperança:

"Ontem disseram que eu estava doente.
Me convenceram de uma doença cardíaca.
Vários médicos, poucos seres humanos.
Me impediram de prosseguir!
Agradeço.
O diagnóstico: " Síndrome do Coração Partido"..."

Será que é porque me relendo vi que apesar de muitas bóias salva-vidas, ainda me afogo nas angústias retóricas?


"Meu coração partiu mais de 1 milhão de vezes.
Cada vez que presenciei um adulto batendo em uma criança.
Cada vez que não encontrei um certo olhar.
Cada vez que descobri que a amizade dependia de troco..."




Então me desengano e insisto em admoestar os mais indignados: " não tens direito a se aborrecer, tem pessoas em pior situação, agradeça o que já conquistou, tiveste muitas chances...etc"

Prossigo dizendo dane-se e reflito:

"Me disseram para comprar uma muda de pimenta.
Regar e acompanhar sua evolução.
Se ela começar a despencae e suas folhas começarem a secar,
Estou sendo espraguejada, invejada ou coisa assim.
Bem a pimenta já morreu, mas ainda continuo por aqui..."



Entãó é isso por enquanto, senão iria encher a página de coisas já escritas, e você que tem preguiça de ler todas, se ler essas compilações poderá entender, mas só um pouco...
Gilzinha




Everything's Not Lost

When I'm counting up my demons. Saw there was one for every day. With the good ones on my shoulders

I drove the other ones away. So if you ever feel on neglected
If you think that all is lost. I'll be counting up my demons, yeah
Hoping everything's not lost. When you thought that it was over
You could feel it all around. And everybody's out to get you
Don't you let it drag you down
'Cause if you ever feel on neglected. If you think that all is lost
I'll be counting up my demons, yeah.Hoping everything's not lost
If you ever feel on neglected. If you think that all is lost
I'll be counting up my demons, yeah.Hoping everything's not lost
And singing it out  
Oh oh oh yeah
And everything's not lost
Oh oh oh yeah
And everything's not lost
Come on yeah
Everything's not lost
Sing out yeah
Oh oh yeah
Come on yeah
And everything's not lost
Come on yeah
Now I never meant to do you wrong, that's what I came here to say, but if I was wrong then I'm sorry
but don't let it stand in our way, cause my head just aches when I think of, the things I shouldn't have done
but life is for living we all know, and I don't want to live it alone
sing ah, ah, ah
sing ah, ah, ah
and you sing ah, ah, ah

Nem Tudo Está Perdido - coldplay

Quando eu contei meus demônios. Vi que havia uma para cada dia. Com os bons nos meus ombros
Eu afastei os outros. Então se você sentir-se negligenciada
E se achar que tudo está perdido. Vou estar contando meus demônios, yeah.  Esperando que nem tudo esteja perdido
Quando você pensou que tudo tinha acabado. Você podia sentir à volta. E todo mundo quer te pegar. Não deixe isso te puxar para baixo
Caso sinta-se negligenciada. Se pensar que tudo está perdido
Eu vou estar contando meus demônios, yeah. Esperando que nem tudo esteja perdido
Se você sentir-se negligenciada, Se achar que tudo está perdido
Vou estar contando meus demônios, yeah, Esperando que nem tudo esteja perdido.







domingo, 11 de novembro de 2012

Ruínas


                                                eukarislewis.blogspot.com

É teve esse tempo em que desanimei...
Teve esse pedaço em que quebrei meus próprios gravetos.
É teve essa hora em que desenganei sim o doente!
Em que me perdi da tua mão e desandei no recuo.
Teve esse dia em que corri para o lado contrário do teu querer.
Tem esses dias em que me perco me buscando sem me encontrar!


                                         downloads.open4group.com

Nesses minutos em que olho em volta e descasco as paredes...
Desencontro-me do meu fim, 
cimento a fechadura e desconserto o motor do vento para enfim suar tuas aviltações.
Estranho viver todo dia sem a pergunta, mas com a resposta.
Como vou prosseguir então daí sem cansar o teu acaso?

To be continued...

Morbid Pits
( Tradução livre!)

Nuvens negras escondem a lua cobrindo o céu
Esse é o sinal de algo errado que vai acontecer hoje à noite
Demônios saem do inferno para atormentar as almas fracas
E a mal propagação nesses terrenos fará o caos assumir o controle

Por trás dessas melodias encantadoras, existem gritos e ranger de dentes
Não se engane pelas magias de poços mórbidos...

Para o reino do mal, prevalecerá a inveja e a discórdia
A mentira trará luta entre irmãos de sangue sem sentido e guerras sem fim
O ódio de seus corações farão o mal ficar mais forte
Demônios rirão deles, quando virem o mal já estará feito.

Por trás dessas melodias encantadoras, gritos e ranger de dentes
Não se engane pelas magias desses poços mórbidos

Este fundamento se tornou amaldiçoado, cheio dos filhos do inferno
Milhões de almas perdidas presas sob feitiços malignos
Quando você estiver nesses lugares, você nunca mais vai ser como antes
Sua alma será possuída, você estará perdido para sempre

Por trás dessas melodias encantadoras, gritos e ranger de dentes
Não se engane pelas magias de poços mórbidos



Bêbada

Amo ficar bêbada, de leve... Desentendida desse mundo, ficar aérea e descompreendida Até amo ser feita de descontinuidade e Desconfiança,...